Cantinho da Preta
Esse cantinho foi criado para todos que trabalham na área de gestão escolar e que assim como eu buscam uma melhor qualidade de ensino na educação do nosso país.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
FCN FAZ HOMENAGEM AS MÃES
A ESCOLA REALIZOU DIA 06/05 UMA BELISSIMA HOMENAGEM AS MÃES. HOUVE MUITAS APRESENTAÇÕES FEITAS PELOS ALUNOS E PROFESSORES, SORTEIOS DE VÁRIOS BRINDES E EM SEGUIDA FOI SERVIDO UM DELICIOSO JANTAR.
ESCOLA FRANCISCA CARVALHO NORONHA COMEMORA 32 ANOS
Durante a semana de comemoração tivemos várias atividades como: palestras com o tema BULLYING, recital de poesias, eleição do grêmio estudantil, escolha do rei, rainha, principe e princesa da escola, apresentações de danças, musicas e várias outras homenagens. Também houve o concurso para a escolha do bolo mais criativo.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
DIRETRIZES NACIONAIS DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR
INTRODUÇÃO
O presente documento trata das diretrizes, ações e processo de
implementação do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação
Básica1, particularmente do Curso de Especialização em Gestão Escolar (Lato
Sensu), em desenvolvimento pelo Departamento de Articulação de Sistemas
de Ensino da SEB/MEC, por meio da Coordenação Geral de Articulação e
Fortalecimento dos Sistemas de Ensino.
O referido programa tem por objetivo contribuir com a formação de
gestores escolares, por meio de um amplo processo de articulação envolvendo
o MEC, os sistemas de ensino, as IFES e entidades educacionais.
Nessa ótica, o Ministério da Educação vem assumindo o papel indutor
na formulação e institucionalização de uma política nacional direcionada à
formação continuada dos gestores escolares em articulação e colaboração com
os sistemas de ensino, merecendo destaque o Curso de Especialização em
Gestão Escolar.
1 O Programa Nacional Escola de Gestores foi implementado, em caráter experimental, em
2005, sob a coordenação do INEP, tendo realizado um projeto-piloto de formação de dirigentes, por meio
de um curso de 100 horas que atingiu 400 dirigentes de escolas de 10 estados da federação. Nesse curso
utilizou-se o suporte tecnológico do e-Proinfo. A re-elaboração do Programa Nacional Escola de Gestores
da Educação Básica tem como referência, além da avaliação do projeto-piloto realizada pelo INEP,
estudo realizado sobre programas de formação de gestores escolares, que teve como objetivo analisar de
forma comparativa cinco programas voltados para a formação de gestores escolares, indicando suas
principais características em relação às novas tendências educativas. São eles: Programa de
Capacitação a Distância para Gestores Escolares – PROGESTÃO, Programa Nacional Escola de
Gestores da Educação Básica, Programa de Formação Continuada de Gestores da Educação Infantil e
Fundamental – PROGED, Centro Interdisciplinar de Formação Continuada de Professores – CINPOP,
Programa de Formação de Gestores da Educação Pública – UDJF.
6
As definições das diretrizes do referido curso de formação continuada
e as ações daí decorrentes, explicitadas nesse documento, resultam de
trabalho coletivo, que envolveu o diálogo entre o Ministério da Educação, as
universidades, as entidades e associações da área, bem como o CONSED e a
UNDIME.
A formação continuada aqui proposta, visa, sobretudo, contribuir com o
desenvolvimento profissional do professor gestor e com à melhoria na
qualidade dos processos de organização e gestão da escola. Tal compreensão
pauta-se em uma concepção de formação de professores que contemple a
tematização de saberes e práticas num contexto de desenvolvimento
profissional permanente.
Nesse processo, as Instituições Federais de Ensino Superior em
parceria com os sistemas de ensino assumem um papel extremamente
relevante na construção, implementação, acompanhamento e avaliação nos
cursos de especialização em andamento.
O presente documento encontra-se estruturado nos seguintes itens:
Introdução; 1. Histórico do Programa Nacional Escola de Gestores:
antecedentes, articulação institucional e intercâmbio nacional; 2. Histórico e
caracterização do Curso de Especialização em Gestão Escolar; 3. Constituição
de uma estrutura de Rede Nacional de Formação em Gestão Escolar; 4.
Referências Bibliográficas e 5. Anexos.
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Escgest/es_diretr.pdf
O presente documento trata das diretrizes, ações e processo de
implementação do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação
Básica1, particularmente do Curso de Especialização em Gestão Escolar (Lato
Sensu), em desenvolvimento pelo Departamento de Articulação de Sistemas
de Ensino da SEB/MEC, por meio da Coordenação Geral de Articulação e
Fortalecimento dos Sistemas de Ensino.
O referido programa tem por objetivo contribuir com a formação de
gestores escolares, por meio de um amplo processo de articulação envolvendo
o MEC, os sistemas de ensino, as IFES e entidades educacionais.
Nessa ótica, o Ministério da Educação vem assumindo o papel indutor
na formulação e institucionalização de uma política nacional direcionada à
formação continuada dos gestores escolares em articulação e colaboração com
os sistemas de ensino, merecendo destaque o Curso de Especialização em
Gestão Escolar.
1 O Programa Nacional Escola de Gestores foi implementado, em caráter experimental, em
2005, sob a coordenação do INEP, tendo realizado um projeto-piloto de formação de dirigentes, por meio
de um curso de 100 horas que atingiu 400 dirigentes de escolas de 10 estados da federação. Nesse curso
utilizou-se o suporte tecnológico do e-Proinfo. A re-elaboração do Programa Nacional Escola de Gestores
da Educação Básica tem como referência, além da avaliação do projeto-piloto realizada pelo INEP,
estudo realizado sobre programas de formação de gestores escolares, que teve como objetivo analisar de
forma comparativa cinco programas voltados para a formação de gestores escolares, indicando suas
principais características em relação às novas tendências educativas. São eles: Programa de
Capacitação a Distância para Gestores Escolares – PROGESTÃO, Programa Nacional Escola de
Gestores da Educação Básica, Programa de Formação Continuada de Gestores da Educação Infantil e
Fundamental – PROGED, Centro Interdisciplinar de Formação Continuada de Professores – CINPOP,
Programa de Formação de Gestores da Educação Pública – UDJF.
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As definições das diretrizes do referido curso de formação continuada
e as ações daí decorrentes, explicitadas nesse documento, resultam de
trabalho coletivo, que envolveu o diálogo entre o Ministério da Educação, as
universidades, as entidades e associações da área, bem como o CONSED e a
UNDIME.
A formação continuada aqui proposta, visa, sobretudo, contribuir com o
desenvolvimento profissional do professor gestor e com à melhoria na
qualidade dos processos de organização e gestão da escola. Tal compreensão
pauta-se em uma concepção de formação de professores que contemple a
tematização de saberes e práticas num contexto de desenvolvimento
profissional permanente.
Nesse processo, as Instituições Federais de Ensino Superior em
parceria com os sistemas de ensino assumem um papel extremamente
relevante na construção, implementação, acompanhamento e avaliação nos
cursos de especialização em andamento.
O presente documento encontra-se estruturado nos seguintes itens:
Introdução; 1. Histórico do Programa Nacional Escola de Gestores:
antecedentes, articulação institucional e intercâmbio nacional; 2. Histórico e
caracterização do Curso de Especialização em Gestão Escolar; 3. Constituição
de uma estrutura de Rede Nacional de Formação em Gestão Escolar; 4.
Referências Bibliográficas e 5. Anexos.
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Escgest/es_diretr.pdf
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Inclusão promove a justiça
Para a educadora Maria Teresa Égler Mantoan, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa
Meire Cavalcante mailto:novaescola@atleitor.com.br

MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN "Estar junto é se aglomerar com pessoas que não conhecemos. Inclusão é estar com, é interagir com o outro". Foto: Kaka Bratke
O que é inclusão?
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.
Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.
O que faz uma escola ser inclusiva? Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.
Como está a inclusão no Brasil hoje? Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.
A escola precisa se adaptar para a inclusão? Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?
A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes. Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais.
Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular? Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves. No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo. Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.
A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada? Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida. Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.
Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência? Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial. Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.
Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?
É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula. No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.
O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?
Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei.
Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas? O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.
Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.
O que faz uma escola ser inclusiva? Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.
Como está a inclusão no Brasil hoje? Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.
A escola precisa se adaptar para a inclusão? Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?
A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes. Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais.
Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular? Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves. No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo. Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.
A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada? Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida. Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.
Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência? Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial. Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.
Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?
É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula. No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.
O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?
Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei.
Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas? O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.
SPAECE - Seduc aplica avaliação para ensino fundamental a partir de segunda(6)
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Terá início nesta segunda-feira, dia 6, e prossegue até o dia 9, a aplicação das provas do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) 2010 para mais de 440 mil alunos do Ensino Fundamental. Serão avaliados estudantes dos 2º, 5º e 9º anos das redes estadual e municipais do Ceará, além das turmas de Educação de Jovens e Adultos(EJA) das escolas estaduais. O objetivo é diagnosticar a qualidade da educação pública cearense e subsidiar a implementação de ações de intervenção e monitoramento com foco na melhoria do ensino ofertado.Nos dias 6 e 7, os testes vão abranger os alunos do 2º ano, por meio da vertente Spaece-Alfa. A partir de seus resultados, a Secretaria da Educação (Seduc) conhecerá o nível de leitura dos estudantes atendidos pelo Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC), desenvolvido pelo Governo Estadual, em parceria com os municípios. Para avaliar as competências e habilidades nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, na quarta-feira, dia 8, serão aplicadas as provas para os estudantes do 5º ano, enquanto a quinta-feira, dia 9, foi reservada aos alunos do 9º ano e da EJA. O Spaece também incluirá aspectos contextuais coletados por meio dos questionários: do aluno, para obter o perfil socioeconômico e hábitos de estudo; do professor e do diretor, para traçar o perfil e a prática docente e de gestão desses profissionais. O Sistema visa fornecer subsídios para formulação, reformulação e monitoramento das políticas educacionais, além de possibilitar aos professores, dirigentes escolares e gestores um quadro da situação da Educação Básica da rede pública de ensino. Por considerar a avaliação um instrumento eficaz de gestão, a Seduc ampliou, a partir de 2007, a abrangência do Space, instituindo a avaliação da alfabetização e expandindo a avaliação do Ensino Médio para as três séries de forma censitária. Passou, então, a ter três focos: Avaliação da Alfabetização – Spaece-Alfa(2º ano), Avaliação do Ensino Fundamental(5º e 9º anos) e Avaliação do Ensino Médio(1ª, 2ª e 3ª séries), cujas provas ocorreram de 16 a 18 de novembro. 03.12.2010 Assessoria de Imprensa da Seduc Jacqueline Cavalcante ( jacquelinec@seduc.ce.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / 85 3101.3972)http://www.ceara.gov.br/index.php/sala-de-imprensa/noticias/2306-seduc-aplica-avaliacao-para-ensino-fundamental-a-partir-de-segunda6 |
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Terá início nesta segunda-feira, dia 6, e prossegue até o dia 9, a aplicação das provas do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) 2010 para mais de 440 mil alunos do Ensino Fundamental. Serão avaliados estudantes dos 2º, 5º e 9º anos das redes estadual e municipais do Ceará, além das turmas de Educação de Jovens e Adultos(EJA) das escolas estaduais. O objetivo é diagnosticar a qualidade da educação pública cearense e subsidiar a implementação de ações de intervenção e monitoramento com foco na melhoria do ensino ofertado.